segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Pesquisa - COCO CHANEL

1920 – 1930

Fonte: http://www.npr.org/programs/morning/features/2005/may/chanel/chanelmanray200.jpg

"A vida social de transição do século 19 para o 20. Aliás, Chanel foi o maior exemplo dessa transição. Foi uma mulher de fases, mas sobretudo uma visionária que antecipou idéias e estilos de comportamento do século 20.
Chanel (ou Coco Chanel, como ficou conhecida após ter sido apelidada por seu pai e quando se apresentava num cabaré onde cantava a música intitulada "Quem Viu Coco") tornou-se, então, ícone de expressão do estilo único e universal da moda nesse século. Sua visão de moda ultrapassava as barreiras vigentes na época. Sempre teve preocupações de fazer ligações entre a publicidade (coisa nova na época) e o que propiciasse conforto.

Nascida na cidade de Saumur, no interior da França do século 19 (mais precisamente em 19 de agosto de 1883), Chanel conseguiu fazer de tudo um pouco.

Chanel, muito antes do lançamento de "O Segundo Sexo", a bíblia feminista de Simone de Beauvoir, antecipou a liberação da mulher com sua moda simples, mas de alfaiataria bem cortada e elegante. Chanel tornou-se "um exemplo da nova mulher", escreve Wallach, "vivia abertamente com um homem que amava, sem ser casada, e tinha independência financeira como empresária de sucesso".

Lançou seu famoso vestidinho preto, que se tornou peça básica e foi descrito pela "Vogue" americana, em 1926, como o Ford (carro famoso na época) da moda, notando o sucesso em que ele se transformaria durante décadas. Chanel confirmou seu êxito na Exposition des Arts Décoratifs, em Paris, no mesmo período.

O escritor Victor Margueritte, no seu escandaloso romance "La Garçonne" (de 1922), delineou essa mulher moderna como "uma jovem com modos de menino, cabelo cortado curto, corpo magro e reto, roupas simples, tendência para ser independente e um ar quase arrogante".

Pronto. Estava fundamentado a ligação da obra com o que Chanel fazia: o livro passa a impressão de ter tido Chanel como seu modelo inspirador. George Bernard Shaw a definia como "a maravilha da moda mundial".
Outros setores marcados pela forte e marcante presença de Chanel foram os das artes cênicas, da dança e da literatura. Chanel estabeleceu (ou melhor, cultivou) amizades estratégicas com personalidades que frequentavam seu famoso ateliê na Rua Cambon, em Paris. Os pintores Pablo Picasso e Salvador Dalí, o escritor Jean Cocteau, os poetas Claude Debussy e Pierre Reverdy, os bailarinos Nijinsky e Serge Lifar, o compositor Igor Stravinsky e Sergei Diaghilev foram algumas das personalidades que associaram o nome de Chanel ao momento modernista, vivenciado nas primeiras décadas do século 20. Para Wallach, "sua arte minimalista em relação à moda que criava não estava muito longe das idéias da arte abstrata".Desenhou os figurinos da peça "Antígona" (de Sófocles), "Édipo Rei" e "Os Cavaleiros da Távola Redonda", todas adaptadas por Jean Cocteau; da ópera-balé "Le Train Bleu", para a Ballets Russes, de Diaghilev.Para o cinema, fez o figurino de divas como Ina Claire (em "Cortesãs Modernas"), Gloria Swanson (em "Tonight or Never") e Greta Garbo. O cineasta Jean Renoir também teve o talento de Chanel no figurino de seu filme, "A Regra do Jogo". E também com Salvador Dalí, no Ballet Bacchanales.[1]
[1] Tarcísio D'Almeida é conselheiro editorial da Sociedade Brasileira de Estudos em Moda. Entre seus trabalhos estão, estudos para a USP (Universidade de São Paulo) sobre semiótica da moda, contribuições para os jornais Folha de S.Paulo, "Jornal da Tarde", "O Globo" e "Valor Econômico" e a revista "Vogue"."
Fonte:
http://almanaque.folha.uol.com.br/moda_21jan2000.htm
"Chanel libertou a mulher das faixas e cintas, dos corpetes apertados, das saias amplas de múltiplos babados e franzidos do fim do século 19 e começo do século 20.Em 1916, ela introduziu na alta-costura o jérsei de malha, os trajes de tecidos xadrez e a moda escocesa, com blusas de malha fina, as calças boca-de-sino, as jaquetas curtas e os casacos cruzados na frente e acinturados em estilo militar.Para a noite, Chanel criou vestidos em negro metálico, vermelho escarlate ou bege. Laços e paetês eram os únicos enfeites e não impediam que as mulheres se movimentassem com rapidez, ágeis como pedia a estética de um século onde tudo se tornava automatizado."
Fonte:
http://almanaque.folha.uol.com.br/chanel_historia.htm
"Sem qualquer preconceito, Chanel adotou o suéter masculino usado sobre saias lisas e retas e, em 1920, deu um de seus golpes mais ousados, lançando calças masculinas para mulheres, inspiradas nas calças de boca larga usadas por marinheiros.
Suas inovações, de fato, retocaram toda a silhueta feminina. O novo comprimento de suas saias mostrou os tornozelos das mulheres, cujos pés passaram a contar com sapatos confortáveis de bicos arredondados. Pérolas em especial, e bijuterias em geral, ganharam lugar de destaque entre os acessórios, cachecóis enrolaram-se com classe nos pescoços das mulheres e seu corte de cabelo tornou-se simétrico, reto, mostrando a nuca - o eterno corte Chanel.
Também eternos tornaram-se o “pretinho”, vestido reto."
Fonte:
http://informefashionbrasil.terra.com.br/arquivos/chanel.htm
Frases de Chanel

"Sou contra uma moda que não dure. É o meu lado masculino. Não consigo imaginar que se jogue uma roupa fora, só porque é primavera."

"Uma mulher vestida de claro raramente fica de mau-humor.""A natureza nos dá o rosto dos 20 anos. A vida modela o dos 30. Mas temos que merecer o rosto dos 50.""Aos 50 anos a mulher é responsável por seu rosto. Ninguém é jovem aos 50. Costumo dizer aos homens: acham que ficam mais bonitos carecas?"

"Sou a última do meu gênero. Não terei sucessores. Espero apenas que o meu exemplo não seja esquecido muito depressa".

"A roupa deve ser, antes de tudo, cômoda e prática. É a roupa que deve adaptar-se ao corpo e não o corpo que deve deformar-se para adaptar-se à roupa".

"A moda, como a arquitetura, é uma questão de proporções"."As roupas velhas são como velhos amigos. Nós os conservamos. Gosto de roupas como gosto de livros: para pegar, mexer nelas."

"Os homens que querem se fazer notar pelas roupas são uns cretinos. As mulheres podem sobreviver a quase todas as formas de ridículo; um homem ridículo está perdido, a menos que seja gênio."

Fonte: http://www.revistainteratual.com.br/moda_chanel.php

Um comentário:

Gabriella disse...

Sou completamente a favor da questão que Chanel impõe. De fazer sua moda, se utilizar roupas práticas, e confortáveis que se adaptem ao corpo. Não é necessário desperdiçar uma peça, apenas porque mudou a estação. Reaproveite-a e use novamente !